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sábado, 30 de dezembro de 2017

Capítulo XIII - O regulamento das cerimônias

Uma terceira coisa comum nas cerimônias dos cristãos é o arranjo e regulação das formas de adoração entre as santas congregações de Cristo, como o ministério da Palavra, os sacramentos, a disciplina de Cristo, as orações e os salmos para que estes possam ser ministrados e comunicados a todos reverentemente, "com decência e ordem" (1 Co 14.40), para a verdadeira edificação da fé. Nessa questão, as igrejas de Cristo devem ter a sua liberdade para que cada uma possa definir o conteúdo e o método de apresentação das leituras sagradas, as interpretações das Escrituras, a catequização, a administração dos sacramentos, as orações e os salmos, e também a correção pública dos pecadores, a imposição de penas e reconciliação daqueles que satisfazem as igrejas no cumprimento das penas, tudo de tal forma que cada igreja julgue ser de maior proveito para o seu povo, de modo que, como resultado dessas atividades, eles possam ser conduzidos a um verdadeiro e vivo arrependimento, e fortalecidos e desenvolvam a fé em Cristo. No entanto, em qualquer país ou domínio da Igreja, onde as características dos homens não variam muito, essas coisas podem ser convenientemente observadas com a maior conformidade possível, não só por amor da beleza, mas também para produzir uma boa opinião das formas de culto cristão.

Martin Bucer, De Regno Christi in: Wilhelm Pauck, ed., Melanchthon and Bucer (Louisville, Westminster John Knox Press, 2006), pp. 255-256.

Prefácio de João Calvino à Loci Communes de Filipe Melanchthon

  Introdução Em 1546, uma tradução francesa da obra de Filipe Melanchthon de 1545, Loci communes , foi publicada em Genebra sob o título de ...